Recuperação Judicial - Avianca: o que levou à falência?


Recuperação Judicial - Avianca: o que levou à falência?

O que aconteceu no processo de recuperação judicial da Avianca Brasil? No final de 2018 a empresa negou rumores de um possível pedido de recuperação judicial, o que foi confirmado pouco tempo depois. Em abril de 2019, a justiça de São Paulo homologa plano de recuperação judicial da Avianca.


Desde 2014 a companhia vinha sofrendo com a crise econômica, com o aumento do combustível e do dólar.


A Avianca Brasil declarou não ter condições de pagar dívidas estimadas à época em R$ 494 milhões. Posteriormente, o valor da dívida foi corrigido para cerca de R$ 2,7 bilhões.


Continue lendo para acompanhar tudo sobre o processo de recuperação judicial da Avianca Brasil.


Crise econômica e o plano de recuperação judicial


O plano de recuperação foi aprovado por 80% dos credores em assembleia-geral. No mesmo mês, a empresa começou a devolver aeronaves para pagamento de dívidas, levando ao cancelamento de milhares de voos em todo o país.


Em 24 de maio, a ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil) suspendeu de vez as operações da Avianca no Brasil, declarando uma preocupação na falta de capacidade da empresa para operar com segurança.


O plano previa a divisão da companhia em sete Unidades Produtivas Isoladas (UPIs) que serão levadas a leilão. A Azul chegou a fazer uma oferta de compra, mas, na quinta-feira (18), anunciou ter desistido.


O juiz que homologou o plano de recuperação da Avianca não aceitou o pedido da aérea para que a devolução dos aviões fosse feita gradualmente, até julho. A companhia atrasou pagamentos nos aeroportos de Guarulhos, Florianópolis, Porto Alegre, Salvador e Fortaleza.



Falência da Avianca Brasil


A companhia começou a enfrentar diversos problemas operacionais, como atraso no pagamento de taxas aeroportuárias e atraso no pagamento de salários, o que levou as empresas operadoras a ameaçar de suspensão de voos da companhia.


Após a decisão da ANAC, o desembargador Ricardo Negrão propôs a falência da Avianca por considerá-la economicamente inviável.


Com a diminuição das operações, a companhia admitiu que não conseguiria cumprir o programa, por falta de qualquer atividade empresarial, e o administrador judicial confirmou a situação, o juiz Tiago Henriques Papaterra Limongi decretou a falência da empresa.


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