PDG apresenta novo plano de recuperação judicial




A construtora e incorporadora, PDG Realty apresentou ao juiz da Vara de Falências do estado de São Paulo seu mais novo plano de recuperação judicial, onde pede providências para a convocação de uma assembleia geral de credores. O plano tem alguns ajustes que são resultados de conversas entre o Grupo PDG e credores.

Segundo a companhia, o novo plano de recuperação judicial prevê novas estratégias assim como um novo plano de negócios, dentre outras diretrizes, podendo definir também a “redução de sua estrutura e seu contingente de colaboradores para redimensionamento de seus custos gerais e administrativos”.

O novo plano de recuperação judicial também prevê a conclusão dos empreendimentos em andamento assim como esforços adicionais para a venda da base atual de ativos do Grupo PDG tendo como objetivo levantar recursos. E também, a exploração do conjunto de terrenos que apresentam um grande potencial de desenvolvimento de novos empreendimentos imobiliários.

De acordo com a PDG, o grupo fará uma reestruturação e equalização de seu passivo dos créditos concursais, que apesar de não ser intimidado pelos efeitos do plano, poderão ser reestruturados em negociações bilaterais.

As empresas do grupo pretendem concluir e entregar os empreendimentos que tiveram obras iniciadas e consideram a explorar novos projetos. Na proposta do novo plano de recuperação judicial , os credores trabalhistas terão seus créditos pagos de forma integral, em até 6 parcelas mensais, sendo a primeira devida em 180 dias a partir da homologação judicial do plano e as parcelas seguintes devidas nos meses subsequentes, respeitando o prazo de 12 meses de homologação judicial do plano.

A empresa diz que os créditos trabalhistas de natureza estritamente salarial, até o limite de 5 salários mínimos por credor trabalhista vencidos nos 3 meses anteriores à data do pedido, deverão ser pagos no prazo de 30 dias corridos na homologação judicial do plano.

Os credores que obtiverem real garantia poderão eleger a forma de pagamento de acordo com uma das opções abaixo:

  • Sistema de monetização de ativos imobiliários

  • Alienação de ativos imobiliários

O pedido de recuperação

Em fevereiro de 2017, a PDG entrou com o processo de recuperação judicial, após o acordo de reestruturação de dívidas assinado em maio do ano anterior com o banco de credores ter fracassado.

Em 2 de março a justiça deferiu o pedido, nomeando então a PricewaterhouseCoopers como administradora do processo. Foi então estipulado o prazo de 60 dias para a apresentação do plano de recuperação judicial, sendo que no final de março a PDG tinha uma dívida líquida e custos a incorrer da ordem de R$5,8 bilhões.

Em junho, a PDG e sua securitizadora apresentaram 38 planos de recuperação judicial, um principal para a controladora e maior parte das 512 sociedades de propósito específico ( SPEs ) e outros 37 planos individuais para os empreendimentos segregados pelo patrimônio de afetação ( regime pelo qual os bens e direitos pertencentes a um empreendimento, como terrenos e vendas, ficam separados do patrimônio total da empresa. )