Livraria cultura: Entenda o caso de recuperação judicial


Livraria cultura: Entenda o caso de recuperação judicial


Não é de hoje que as livrarias estão com um futuro incerto aqui no Brasil. A Livraria Cultura pediu recuperação judicial em 25 de outubro de 2018, na época com uma dívida de R$285 milhões. Ainda nos dias de hoje, a Livraria Cultura enfrenta uma luta gigantesca na justiça para evitar a falência.


Continue lendo para entender o caso de recuperação judicial da livraria cultura.


O cenário das livrarias no Brasil


Dados apontam que desde 2014, as livrarias vinham caindo em seu faturamento por conta da crise econômica. Muito se falou sobre isso na época, e os primeiros motivos apontados foram de que o brasileiro não tem o costume de leitura.


É claro que o real motivo que impactou o cenário das livrarias no Brasil foi a chegada da Amazon com um sistema de logística inovador e preços agressivos, roubando uma fatia significativa de espaço no mercado. Isso sem contar com a expansão dos livros digitais.


Dessa forma, as livrarias estão enfrentando uma grave crise financeira e sérios problemas de administração das várias lojas físicas abertas e estoque parado. E claro, o iceberg é muito maior do que a gente imagina.


Primeiros indícios


Os primeiros indícios de uma grande crise que a Livraria Cultura viria se envolver foi com a estranha aquisição da Fnac. A companhia assumiu o controle da Fnac no Brasil em 2017. Sim, a mesma que já vinha falando há alguns meses de plano de sair do Brasil.


Para o cenário parecia uma aquisição favorável já que a Cultura estava passando por perrengues e a troca seria de € 36 milhões (na época, algo em torno de R$ 130 milhões). No entanto, também a Cultura também teve que assumir as dívidas da Fnac. O fim da Fnac aqui no Brasil foi inevitável, poucos meses depois fechou todas as unidades da rede, incluindo a loja virtual.



Pedido de recuperação Judicial


Pouco tempo após o encerramento das atividades da Fnac no Brasil, a Livraria Cultura abriu um pedido de recuperação judicial. O pedido de recuperação judicial como bem sabemos, é o último recurso antes da falência. Sendo assim, uma decisão extrema indicando que a situação já passava longe de favorável para Livraria antes mesmo da aquisição da Fnac.


Essa saia justa rendeu até 11 processos na justiça por falta de pagamentos, incluindo pedido de despejo em dois pontos que a empresa ocupa.


A companhia atribui a má fase à recessão econômica do país e à crise no mercado editorial que, de acordo com a própria, tiveram encolhimento de 40% em seu faturamento desde 2014.


Mesmo com 40 votos contra o plano, cerca de 90% dos credores foram a favor da recuperação judicial. O acordo tem por objetivo diminuir em até 70% a dívida da empresa, com 12 anos para pagamento e até dois anos de carência.


Leia mais: O que é Recuperação Extrajudicial e como funciona?

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