5 coisas que não te contaram sobre a recuperação judicial


No Brasil, a recuperação judicial é um processo extremamente comum e que as empresas podem solicitar quando percebem que não terão como resolver suas pendências com os credores.


Uma recuperação judicial tem como premissa fazer com que a empresa ganhe tempo, recebendo um prazo que é concedido pela justiça, para preservar a sua funcionalidade social e econômica.


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Empresas como a Odebrecht, a Avianca e a Latam já usufruíram de seus direitos e requisitaram uma recuperação judicial, esperando que pudessem se reorganizar para continuar seus trabalhos.


A seguir: 5 coisas que não te contaram sobre a recuperação judicial.


  1. A recuperação judicial é uma ação: Assim como qualquer ação judicial, toda decisão da sua empresa acaba passando pelo judiciário, para que analisem e a tornem mais “completa”. Como ação, nem sempre o resultado é alcançado no prazo estabelecido pela Lei, o que pode acabar estendendo o processo de recuperação judicial.

  2. A sua empresa corre risco de falência: Claro que, cada caso é diferente do outro, mas é preciso ter em mente que o risco de falência está sempre batendo à porta. Após propor a ação, ou a ação obtém a recuperação judicial ou tem a falência decretada, só há duas opções.

  3. O custo da recuperação judicial é alto: Assim que o pedido de recuperação judicial se inicia, um administrador do juízo será designado e receberá 5% do passivo declarado, sendo que parte do valor deverá ser pago mensalmente pela empresa. É importante ressaltar que, cada juiz pode nomear o seu administrador de confiança, o que possibilitará o aumento dos honorários.

  4. O nome fica com restrição: É uma das regras da recuperação judicial que o nome da empresa, fique nos registros de restrição de crédito com a denominação “em recuperação judicial”. O que pode significar em certa repulsa por fornecedores para com a empresa, o que dificulta o crédito.

  5. Perda da administração da empresa: Até que a recuperação se encerre, a administração dos bens, pagamentos, contratação, pró-labores, divisão de lucros, decisões mercadológicas e etc, ficam conectadas ao Plano de Recuperação Judicial, bem como aos olhares de credores, administrador judicial e até mesmo concorrentes, afinal o processo é público.



A recuperação Judicial


A recuperação judicial é um instituto relativamente recente no universo jurídico brasileiro, previsto pela primeira vez no ano de 2005, quando a promulgação da Lei 11.101 de 2002,.


A chamada Lei de Recuperações e Falências, busca satisfazer uma enorme demanda por partes dos empresários, que é a previsão de um instrumento jurídico criado para proporcionar às sociedades empresárias que se encontrassem em dificuldades financeiras uma forma de passar por cima desse período, satisfazendo o princípio de preservação da empresa.



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